AS TESES EQUIVOCADAS DE AGAMBEN, CACCIARI E VATTIMO SOBRE A PANDEMIA

Antonio Ruzza

Resumo


O objetivo desse trabalho é analisar os motivos e os argumentos utilizados pelo movimento obscurantista que se opõe às vacinas (no vax) no mundo inteiro, e de como, no caso da Itália, ele recebeu um apoio indireto e inesperado de três filósofos do campo progressista: Agamben, Cacciari, Vattimo. Partindo do conceito foucaultiano de biopoder, eles defendem que há uma tendência dos governos (de qualquer país) de aproveitar-se da pandemia para limitar a liberdade individual e instalar um estado de exceção. Esta posição provocou uma forte reação de pensadores em vários países, incluindo o Brasil. Neste artigo, nos posicionamos ao lado destes críticos, porque consideramos equivocadas aquelas teses, sobretudo pelas consequências do ponto de vista político, além do filosófico.

      Palavras-chave: pandemia, liberdade, exceção.


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Referências


AGAMBEM, Giorgio. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2.021

AMADEO, Pablo. Sopa de Wuhan. Barcelona: Aspo, 2.020

CACCIARI, Massimo. Labirinto filosófico. Lisboa: Ayiné, 2.021

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1.997

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. São Paulo: Graal, 2.004

VATTIMO, Gianni. O fim da Modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 2.002

ZIZEK, Slavoj. O ano em que sonhamos perigosamente. São Paulo: Boitempo, 2.012




DOI: http://dx.doi.org/10.32459/revistalumen.v6i11.184

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