Narrativas, alfabetização e transtorno do espectro autista:

estratégias pedagógicas para uma sala de aula inclusiva

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DOI :

https://doi.org/10.32459/2447-8717e392

Mots-clés :

Alfabetização., Transtorno do Espectro Autista., Educação Inclusiva, Adaptação Curricular., Acessibilidade Pedagógica.

Résumé

A escolarização de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas classes comuns coloca para a escola o desafio de garantir condições efetivas de participação, aprendizagem e desenvolvimento, especialmente no processo de alfabetização. Este artigo discute possibilidades pedagógicas para a alfabetização de estudantes com TEA, articulando os princípios da educação inclusiva aos fundamentos da alfabetização e às estratégias de acessibilidade e adaptação curricular. O estudo tem origem em uma oficina/palestra apresentada no XXVII Encontro de Pós-Graduação do Centro Universitário Assunção, cujo tema central foi “Narrativas que educam: Linguagens, Culturas e Saberes na Pós-Graduação”, e resulta do aprofundamento e da sistematização das discussões desenvolvidas naquele contexto. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter teórico-reflexivo, fundamentado em revisão bibliográfica e articulado a narrativas de práticas pedagógicas. A discussão apoia-se nas contribuições de Mantoan, Soares, Morais, Nunes e Walter, bem como em documentos normativos relacionados à educação inclusiva, entre eles a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei nº 12.764/2012, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e o Decreto nº 12.686/2025. Defende-se uma concepção de alfabetização que articula a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética às práticas sociais de leitura e escrita, reconhecendo a importância do ensino sistemático e explícito, sem reduzi-lo à decodificação. No trabalho pedagógico com estudantes com TEA, recursos visuais, materiais manipuláveis, organização da rotina, atividades de consciência fonológica e diferentes formas de apresentação e expressão podem favorecer a redução de barreiras e ampliar as possibilidades de participação e aprendizagem. Nessa perspectiva, a adaptação curricular é compreendida como uma estratégia de acessibilidade pedagógica, vinculada aos objetivos de aprendizagem e às necessidades identificadas no contexto, e não como redução das expectativas em relação ao estudante. As narrativas pedagógicas analisadas evidenciam que os recursos e estratégias utilizados não constituem procedimentos universais, mas possibilidades que precisam ser planejadas de acordo com os conhecimentos já construídos pelo estudante, os objetivos educacionais e as barreiras presentes no processo de escolarização. Conclui-se que a construção de práticas alfabetizadoras inclusivas requer planejamento intencional, acompanhamento pedagógico e diferentes caminhos de acesso ao conhecimento, assegurando ao estudante com TEA oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento no espaço escolar comum.

 

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Bibliographies de l'auteur

Valéria Batista Edo, Centro Universitário Assunção

Profa. Dra. Valéria Batista Edo é Doutora pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em Educação (2008), especialista em Gestão e Organização Escolar (2004) e licenciada em Pedagogia (2001) pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Possui 20 anos de atuação no Ensino Superior, desde 2006, desenvolvendo atividades de docência, formação de professores, orientação e gestão acadêmica. Atualmente, atua como Pró-Reitora de Graduação e professora do Centro Universitário Assunção, onde também coordena o curso de Lato Sensu em Alfabetização e Letramento e atua como docente na pós-graduação e na graduação em Pedagogia. É professora da Universidade Paulista (UNIP), no curso de Pedagogia. Possui também experiência na Educação Básica, especialmente em gestão educacional e coordenação pedagógica na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, incluindo atuação na área da educação inclusiva. Desenvolve estudos, pesquisas e atividades de formação de professores nas áreas de alfabetização e letramento, aprendizagem da leitura e da escrita, escolarização inicial, formação docente, Psicologia Cognitiva da Leitura e práticas pedagógicas escolares.

Daniela Dias de Carvalho, Centro Universitário Assunção

Daniela Dias de Carvalho é pedagoga e possui 25 anos de experiência na área da Educação Especial e Inclusiva, com atuação junto a crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual. É pós-graduada em Autismo, Neuropsicologia, Gestão e Coordenação, Educação Especial e Inclusiva e Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Atua como coordenadora dos cursos de Aperfeiçoamento em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e em Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de docente no curso de Pós-Graduação em Educação Infantil, na disciplina Inclusão e Diversidade e no curso de Pós-graduação em Alfabetização e Letramento em contexto educacional. É professora especialista em Educação Especial e Inclusiva no Colégio São José do Maranhão, atuando na Educação Básica, desde 2006.

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Publiée

2026-10-28