A subjetividade situada dos Ensaios de Montaigne
DOI:
https://doi.org/10.32459/2447-8717e346Palavras-chave:
Montaigne, Subjetividade, Filosofia Moderna, CircunstânciaResumo
O presente texto tem como objetivo investigar um aspecto fundamental da noção de subjetividade que emerge dos Ensaios de Michel de Montaigne. Montaigne fala de si e sobre o mundo que o circunda a partir da primeira pessoa, e é a partir de si que ele significa aquilo que lhe acontece. Contudo, esse “eu” em primeira pessoa não é uma forma pura, uma condição a priori formal da experiência de qualquer um. Esse “eu” do qual - e a partir do qual fala -, a consciência dessa subjetividade que emana de sua própria investigação, não é transcendental nem se deixa reduzir a ele. Ao longo de todos os Ensaios, Montaigne faz questão de nos lembrar que essa subjetividade que busca narrar e fazer aparecer é situada, para que seu “eu” seja compreensível, seja em sua própria constituição, seja em relação àquilo que ele julga sobre as coisas. Qual é o sentido, portanto, dessa subjetividade que só se deixa compreender em seu aspecto situado e circunstancial? É sobre o sentido dessa subjetividade situada que a presente reflexão se foca.
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